segunda-feira, 23 de junho de 2008

BOAS RAJADAS DE NERUDA

"De tanto andar numa região
que não figurava nos livros
acostumei-me às terras tenazes
em que ninguém me perguntava
se me agradavam as alfaces
ou se preferia a menta
que devoram os elefantes.
E de tanto não responder
tenho o coração amarelo."
...
"Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas."
...
"Dois...
Apenas dois.
Dois seres...
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente......
Sempre......
A se olharem...
Pensar talvez:
'Paralelos que se encontram no infinito...'
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas."
...
Someday, somewhere - anywhere, unfailingly, you'll find yourself, and that, and only that, can be the happiest or bitterest hour of your life.
...
"Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía;
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto."
...
"Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência."
...
"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço!
Muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um
Estágio esplêndido de felicidade."

domingo, 22 de junho de 2008

FRAGMENTOS

Triste, belo: Um brinde à melancolia.

UN SÁBADO
(Jorge Luis Borges)
Un hombre ciego en una casa hueca
fatiga ciertos limitados rumbos
y toca las paredes que se alargan
y el cristal de las puertas interiores
y los ásperos lomos de los libros
vedados a su amor y la apagada
platería que fue de los mayores
y los grifos del agua y las molduras
y unas vagas monedas y la llave.
Está solo y no ay nadie en el espejo.
Ir y venir.
La mano roza el borde
del primer anaquel. Sin proponérselo,
se ha tendido en la cama solitaria
y siente que los actos que ejecuta
interminablemente en su crepúsculo
obedecen a un juego que no entiende
y que dirige un dios indescifrable.
En voz alta repite y cadenciosa
fragmentos de los clásicos y ensaya
variaciones de verbos y de epitetos
y bien o mal escribe este poema.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

VERBAR

Ficar em casa sozinha comigo mesma é um saco. Não chego a conclusão nenhuma, o diálogo é pesado e o assunto super batido apesar das novidades... Daí começo a duvidar de mim.
Enfim, um tédio só.
Assim me canso, poha. E de quebra como mais.
Preciso fazer alguma coisa...
Na verdade, eu sempre quero precisar fazer alguma coisa.
"Verbar" é o que há!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

"Não fuja
Não seja distante
Não chore em silêncio
Não ria calado
Não prenda um afago
Que a vida é tão linda
Que a vida é tão livre...
Não faça do medo
cavalo indomável
Estanque a lembrança
escute a loucura
E deixe doer
a luz nos seus olhos
E deixe a alma amar
que ela é alada..."
B.M.

Tipo isso...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

DON'T STOP ME.

Antes...
"I want to break free" e blábláblá...

Agora:

I wanna make a supersonic man out of you
Don't stop me now I'm having such a good time
I'm having a ball don't stop me now
If you wanna have a good time just give me a call
Don't stop me now ('cause I'm havin' a good time)
Don't stop me now (yes I'm havin' a good time)
I don't want to stop at all

SAUDADES
mesmo


do que ainda não veio

segunda-feira, 16 de junho de 2008

QUANDO A LUZ ENCONTRA O BREU

Me sinto um crepúsculo
Tudo isso e nada mais.
Nem começo, nem fim
A lucidez
abstraída das cores.
o encontro
a mistura
o ser
exato disperso.
A ausência
a presença
transcendente
até virar mistério
Preso, na luz
no breu
à espera
num tempo
sem hora.

domingo, 15 de junho de 2008

"HÁ MEROS DEVANEIOS TOLOS A ME TORTURAR"

Mas é tempo de arriscar...

"A alma farta pisa o favo de mel, mas para a alma faminta todo amargo é doce"

sexta-feira, 13 de junho de 2008

120 anos a meu querido Fernando Pessoa


quarta-feira, 11 de junho de 2008

TEMPOS DE EMERSÃO

Já disseram: O importante é delirar!
E como estou sugestionável...
Já digo: O importante é ser azul...
E mesmo assim mergulhar no vermelho.

Hoje tenho 20 anos
para gastar.

PORQUE O NOVO SEMPRE VEM!

"Mas é você que ama o passado e que não vê, é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem".

Tijolo por tijolo o muro se desfaz.
Mudança por mudança, Marina se refaz.
Momento a momento, o novo se faz.
Dia-a-dia, o passado fica atrás...

"Pois vejo vir vindo no vento cheiro da nova estação".

sexta-feira, 6 de junho de 2008

CANSADA, MAS VIVA! VIVA, PORÉM CANSADA.

Acorda.
É tarde. Tarde o suficiente para precisar correr.
Corre.
Mas come. Veste, mas escolhe. Toma, mas respira.
Respira.
Está fora de forma. Caminha, mas não sua. Chega, mas espera.
Espera.
Lá vem ele, aquele bauzão. Vê? SIA. Entra, paga, senta.
Senta.
Não é nesta, falta um pouco. É na próxima. Desce.
Desce
E sobe, pelos becos. Reclama do sol, mas hoje acertou.
Acerta.
Erra.
Fala.
Escreve...
Escreve...
Escreve...
Apaga...
Telefona...
Come...
Bebe...
Fala...
Escreve...
Escreve...
Escreve...
Ih!! A bosta do I prendeu!! IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII.
Agora acorda. Existe, ela está ali. Esqueceu, mas está.
Desliga
Vai pra outro.
Pensa, está atrasada. Mas sente sede, bebe, percebe.
Escreve...
Escreve
E se desespera!!!! Olha a hora. Olha o texto. Sente o frio. Anoitece.
E escreve...
Escreve...
Acaba!!!!!!
Daí suspira. A perna pára. Lembra de ir ao banheiro. E lá se vai.
Anda, entra, sái...
Decide
Oba!! Cerveja!!
Não, sem cerveja.
Chega
Entra
Sái
Comida!!!!
Coca, cachorro-quente, esquina, conversa.
Tchau!!!
Arruma
Corre!!
Olha a hora!!!
Silêncio...
Navega.
Escreve...
De novo?
De novo!!
Cansa!!
PUFF!!!
Dorme
... mas só depois do chá.
Ainda há vida.

domingo, 1 de junho de 2008

ALL IN ALL YOU'RE JUST ANOTHER BRICK ON THE WALL

Uma obra de arte. Esta foi a frase mais curta que consegui elaborar pra caracterizar o filme The Wall de Roger Waters e Alan Parker. Uma bomba de psicodelismo que estoura lentamente do começo ao fim do filme. Todo o psicodelismo envolvido nas imagens, efeitos gráficos, fotografia, sons e na música floydiana despensa a presença de diálogo que aparece em raras cenas. Diálogo algum seria capaz de transmitir o que todo o abstratismo da obra comunica.

The Wall é o tema central da obra. Um muro construído por tijolos de medo, fúria, trauma, preconceito, fuga... Um muro erguido por instrumentos do sistema ao redor da criatura. O Muro protege, esconde e tolhe o ser denominado Pink que, por ter o muro cada vez mais alto e fechado crescendo ao seu redor acaba sendo isolado da luz, alienado da realidade que há atrás do muro e, assim, vive inerte e despersonalizado em sua fortaleza.

Conceitual como o disco da Pink Floyd, The Wall - O Filme, carrega em suas cenas, que vão e voltam do passado para o presente do personagem, exemplos de tijolos que colocamos ao nosso redor. Os tijolos nada mais são que tabus criados por nós mesmos e a nós mesmos para nos protegermos do sofrimento que toda vida em sociedade regida por um sistema cruelmente tolhidor e massificador causa. O Professor, a Mãe, a Escola, a Família - a hierarquia - são exatamente as marionetes controladas pelo sistema para formar (ou deformar) os indivíduos, desde a infância, em uma massa... Uma massa de carne moída - bem como mostra o filme com sua escola-moedor-de-carne.

O filme é um convite à reflexão. Como disse no início, é uma bomba que estoura lentamente na cara de quem assiste e faz perguntar: Será que estou vivendo atrás do muro? E mais ainda, incentiva a derrubarmos essa barreira tijolo por tijolo antes que sejamos sufocados por ele e aceitemos tudo o que nos for condicionado dentro do muro. Portanto, o ideal do filme é que rompamos com as barreiras construídas pouco a pouco ao nosso redor e encaremos o real com toda a sua luz. Sim, possuiremos e causaremos corações partidos... Sim, encararemos a dor!! Não aceitaremos o muro como uma substituição do "conforto e calor que há embaixo da asa da mãe" para quando o indivíduo estiver crescido demais para isto. A superproteção do muro nada mais é que a cômoda aceitação da ignorância, da alienação.
Enfim, isto é a sístese da impressão geral que tive ao assistir o filme ontem. Como o tenho, ainda terei muitas outras oportunidades de revê-lo para tirar e aperfeiçoar muitas de minhas sensações acerca do tema. No mais, achei importante e inspirador escrever a respeito de todo esta questão que Waters sempre tenta levantar e quase sempre consegue - como foi o caso desta obra cinematográfica.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

MEDO. O inferno está atrás da porta.

O pavor estacionou aqui por perto novamente.
E a cada vez que ele retorna tudo fica cada vez mais horropilante.
Horror.
Tenho horror de sofrer daquele jeito. Horror de me definhar pouco a pouco e cair na escuridão.
Tenho ódio. Muito ódio de toda essa situação. Mais ódio ainda por ela parecer nunca ter acabado. Tenho ódio por não poder me controlar e adoecer mais e mais. Ódio por deixar a cura escorrer pelas mãos. Ódio pelo desamor.
Tenho desespero por estar sozinha. Desespero por me sentir a única a perceber o quão grave as coisas se tornaram.
E tenho muita tristeza. Não por aquele demônio em pessoa. Por mim. Por estar chorando, por me agredir - de todos os modos -, por ser incapaz neste momento.
Tenho medo dos pensamentos serem postos em prática. A coisa fica grave quando pensamentos homicidas e suicidas se instalam. Espero que sejam apenas pensamentos.
POR FAVOR, eu não mereço. EU SEI QUE NÃO.
SOCORRO.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

UM QUASE TUDO

Clarice para empurrar:
“Uma das coisas que aprendi
é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inclusive muitas vezes é o próprio
apesar de que nos empurra para a frente.”

A vida é mesmo uma descoberta feita em instantes. Descoberta de tudo e de mim mesma. Ou só de mim mesma se partir do pressuposto de que sou resultado de tudo com o que entrei em contato. Mas isso também não é uma verdade inteira. Pra falar a verdade, não existe mesmo isso de verdade absoluta, inteira... Então deixemos essa tal de verdade de lado - e o "pra falar a verdade" também. A verdade não importa, talvez nem exista, dependendo da ótica - ou do dono da ótica - o importante mesmo é a sinceridade, ser sincera comigo mesma. E ô coisinha difícil de se alcançar essa tal de "sinceridade comigo mesma". Tive alguns contatos com esta dita cuja e ela já me deixou vários beliscões... um desses me deu a inspiração para começar esta reflexão. Então, volto ao começo.
A vida é mesmo uma descoberta (sinceridades) feita em instantes (beliscões de sinceridade). Descoberta de tudo e de mim mesma. A descoberta é do óbvio; é o ato de aceitação trazido pela sinceridade do que obviamente sou. É um lapso de realidade interior e a resposta para micro-questões que constituem coisas maiores - mas donas de menos complexidade que a singelitude das micro-quetões carrega.
Agora, supostamente, deveria dizer logo o que houve em determinado momento que causou um lapso de sinceridade importante em mim... Ou dizer qual foi uma sinceridade peculiar que alcancei a pouco. Mas não, não há como dizer, talvez nem há o que dizer, até porque - como a maioria das coisas realmente importantes que me acontecem - é algo intrínseco demais, sentimental demais, demasiadamente próprio e de uma linguagem só: a minha, que só eu e eu mesma usamos. Mas esses beliscões de sinceridade realmente me fazem parecer - ou me sentir - alguém super-bem-resolvida...
Talvez eu esteja mesma precisando "me resolver"... E disso só terei certeza quando acontecer.
É... A vida é mesmo uma descoberta feita em instantes.
Lispector para fechar:
"Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo."

sábado, 17 de maio de 2008

"TENHO EM MIM TODOS OS SONHOS DO MUNDO"

O Pessoa que me entenda...

Saltar de pára-quedas, o ápice de qualquer sensação regada a adrenalina. Preciso.
Mergulhar... Mas mergulhar fundo! Tão fundo onde a luz do sol não alcança e os seres marinhos são um mix de surrealidade e psicodelismo com o sublime som do silêncio.
Estar em todos os cantos do mundo e vivê-los intensamente. Andar de elefante, nadar com boto, tocar a história antiga e me deslumbrar com a arte moderna. Sentir o cheiro de cada terra.
Amar. Falo de pessoas e suas individualidades; pessoas e suas independências; pessoas e seus segredos...

Tenho tantos sonhos, que nem me lembro.
São tantos e de todos os tamanhos, que a maioria ou não caberia em palavras ou seria imperceptível (para não dizer subestimados) aos alheios.

Sonho, inclusive, em voltar completamente satisfeita para de onde vim... Não por ter realizado todos meus sonhos, mas por ter jamais deixado de sonhar; por jamais a vida bastar... Jamais acabar.
Meu combustível e maior sonho é sempre estar inacabada. Assim, tenho em mim a felicidade, não sempre em sua plenitude, mas a felicidade presente naqueles possuidores da constante e renovadora realização.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

‘‘Não gosto de escrever. Gosto de ter escrito’’
[Armando Nogueira]

Eu idem.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Minha vida tem sido gentil comigo.
E eu?

terça-feira, 6 de maio de 2008

QUERO LHE FALAR DE UMA COISA

"Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração,
Juventude e fé."
[Milton Nascimento]

quinta-feira, 1 de maio de 2008

É PROIBIDO

"É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso,
só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual."


PABLO NERUDA

terça-feira, 29 de abril de 2008

O PENSAR SENTIMENTAL

Minhas últimas inspirações foram alheias.
Aproveitei-me da inspiração dos outros e supri a minha...
a minha falta de inspiração.
Andei indisposta a pensar.
Não o pensar de raciocinar, indagar, refletir...
Mas o pensar de sentir.
Pensar com os sentimentos sempre é mais válido para mim.
Preciso dos sentidos, sentimentos, sensações...
Todos os sentimentos do mundo de dentro,
bem como me descrevo nesta página.
Acho que vivo mais pra dentro que pra fora.
É como se minha vida inteira fosse feita internamente,
para fora resta apenas o reflexo do mundo daqui de dentro...
A caverna é fora; o conhecimento, a libertação está aqui dentro.
(Talvez seja isso que Platão quis dizer)
Por isso só sou capaz de me encontrar olhando para dentro...
E só sou capaz de me apresentar realmente quando posso me expor "ao avesso"...
Isso, infelizmente, acontece para poucos.
Até porque, para mim, quando trato de sentimentos, é preciso haver trocas.
Não que eu só consiga me dar se receber um pouco do outro,
mas é preciso haver um convite, uma disposição...
O outro precisa ser assim... não digo da mesma "linhagem" que eu,
mas que saiba se desgarrar do superficial.
E é disso que acho que vou sentir falta nas pessoas durante toda minha vida:
de saberem se desgarrar.
Ao menos isso serve de filtro para encontrar boas companhias de caminhada.

domingo, 13 de abril de 2008

SOLTA NO MUNDO

"Solto no mundo, solto no espaço
Nada me prende, eu posso ir
Sentado na cama, pensando na vida
Eu busco o tesouro de ser feliz
Se pinta uma idéia, eu vou
Se pinta preguiça, eu tô
Eu busco o tesouro de ser feliz
Você ama quando quer
Brilha a estrela bem
Quando o canto é só prazer
Vida nova
Nem tudo tá certo, irmão
Nem tudo, errado
Eu busco o tesouro de ser feliz
Pra ver se eu consigo ir
E ver que é preciso crer
Pra ver se faz sol ou se vai chover
Eu busco o tesouro, irmão
Eu busco o mais simples
Pra ver se acontece a decisão
Tudo pode acontecer
Brilha a estrela bem
Quando o canto é só prazer
Vida nova."
[Lô Borges]

quinta-feira, 10 de abril de 2008

I JUST WANT NOT TO PLAY THE GAME

GOT IT???

Eu só quero não jogar...
Não sei articular,
só sei sentir.

AGORA CHUPA ESSA MANGA! ¬¬

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Hoje: Vivendo a sonolência

terça-feira, 8 de abril de 2008

E EU APRENDO...

"Depois de um tempo você aprende a sutil diferença
entre segurar uma mão e acorrentar uma alma
e você aprende que amar não significa apoiar-se
e companhia não quer sempre dizer segurança
e você começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas
e você começa a aceitar suas derrotas com sua cabeça erguida
e seus olhos adiante
e você aprende a construir todas as estradas hoje
porque o terreno de amanhã é demasiado incerto para planos
e futuros têm o hábito de cair no meio do vôo
Depois de um tempo você aprende que até mesmo a luz do sol queima se você a tiver demais
então você planta seu próprio jardim e enfeita sua própria alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores
E você aprende que você realmente pode resistir
você realmente é forte
você realmente tem valor
e você aprende e você aprende com cada adeus, você aprende."

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Ando mergulhada em doces incertezas, e desta vez não vou me afogar.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

ENCERRANDO CICLOS

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão".

(Sonia Hurtado, traduzido por Paulo Coelho)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

I WANT TO BREAK FREE

"I want to break free
I want to break free
I want to break free from your lies
You're so self satisfied I don't need you
I've got to break free
God knows, God knows I want to break free
I've fallen in love
I've fallen in love for the first time
And this time I know it's for real
I've fallen in love, yeah
God knows, God knows I've fallen in love
It's strange but it's true
Hey, I can't get over the way you love me
like you do
But I have to be sure
When I walk out that door
Oh how I want to be free, baby
Oh how I want to be free
Oh how I want to break free
But life still goes on
I can't get used to living without, Living without
Living without you by my side
I don't want to live alone, hey
God knows, got to make it on my own
So baby can't you see
I've got to break free
I've got to break free
I want to break free, yeah
I want, I want, I want, I want to break free
Ooh yeah
I want to break - yeah yeah"
(Queen)

That's all about me now.