sábado, 14 de abril de 2007

Sobre flores multicolores

Ah, meu amor, que crueldade esta de nossas vidas.
Como você me faz falta! Enlouquece-me isso!!! Provoca sonhos bizarros e uma sensação que ataca nas noites claras.
Que saudade...
Que falta do seu calor, do seu peito confortável, do seu abraço feito sob medida para mim. Ta, às vezes é muito apertado... mas tem coisa mais gostosa que essa?
Uma necessidade visceral é essa que tenho por ti.
Você é necessário. Como consigo sobreviver longe de você? Como não enlouqueci de fato ainda?
O que vem do peito e dói na alma é impossível de ser expelido pela boca, de ser processado pela lógica das sílabas e se der organizado pelas frases. Não há criatividade capaz de recriar o que é anterior ao palpável e até às idéias... não se idealiza.
É essa energia que só pode ser sentida e absorvida... Como uma dessas energias que tanto já sentimos juntos.
Ah, que saudade desses sentimentos tão profundos e silenciosos que nunca mais tivemos a chance de fazê-los aflorar. Ah, que saudades das lágrimas do prazer doce de amor; da telepatia abstrata dos olhos e olhares bailarinos; das mãos e toques arrepiantes; das palavras e lugares mágicos...Das embriagezes mais encantadas por sua companhia.
Do sono mais gostoso...
Dos pensamentos mais realizáveis...
Das horas bem-vindas...
Das flores multicolores cheirosas de amor...

Não posso dormir agora sem ouvir sua voz.

Um comentário:

Edson Marques disse...

Marina,

antes de tudo, um belíssimo texto!

Delicioso de ser lido e sentido.

Mas é sempre muito difícil qualquer pronunciamento de necessidade de um ser amado/amante.


Por isso, deixo flores e estrelas recém-colhidas pra você!


Abraços,