domingo, 8 de novembro de 2009

BASTANTE

Razões eram desnecessárias.
Naquela manhã que começou ao meio-dia - como a maioria de suas manhãs - não pensou em porquês. Nenhuma obrigação lhe esperava com horário marcado, ninguém lhe telefonara e não tinha nada a cumprir. Poderia forçar o sono - tantas vezes perdido durante a semana -, mas levantou-se, pelo simples motivo de mover-se.
E pela vida própria, clareou o lar, escutou música, cozinhou para si, inteirou-se do mundo e tomou cerveja.
Fazia tempo em que as faltas eram ausentes. E não há sensação mais livre do que a do bastante.

Um comentário:

margarita mabele disse...

passei por aqui...e gostei bastante!